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:: ASPA reúne atacadistas distribuidores associados para receber sugestões visando desenvolver em Pernambuco o programa Varejo Competitivo, projeto de capacitação do varejo de vizinhança - 28/10/2009

Empresários e supervisores de vendas das empresas atacadistas e distribuidoras associadas da ASPA participaram recentemente de uma reunião sobre o programa Varejo Competitivo, na sede da associação, para levantar sugestões a fim de formatar este importante projeto de capacitação do varejo independente. Os diretores da ASPA, Inácio Miranda, José Luís Torres e Adilson Nascimento, ao lado da consultora do Sebrae-PE, Valdenice Ferreira, ouviram propostas para melhor viabilizar a captação de clientes varejistas que irão participar dos cursos e ideias quanto à divulgação, conteúdo programático e acompanhamento das lojas capacitadas. O Varejo Competitivo oferece um programa completo de qualificação, que inclui palestras, workshops, consultorias nos pontos de venda e cursos aplicados pelo Sebrae-PE. O objetivo é capacitar já na primeira etapa do projeto cerca de 120 lojas do pequeno e médio varejo.

As reuniões terão prosseguimento em novembro, mês em que está prevista uma palestra especial para os varejistas indicados, na sede do Sebrae-PE, na qual serão apresentados detalhes do programa e obtidas assinaturas de adesão dos varejistas interessados em melhorar aspectos ligados à gestão, atendimento, merchandising e a diversas outras áreas, tornando as lojas deste segmento mais competitivas. “Muitos pequenos e médios varejistas não percebem que estão inseridos numa competição acirrada, e por isso não se mobilizam para aprender e pôr em prática técnicas modernas de operação e de gestão. Com isso, o risco de fechar as portas é grande, o que afeta diretamente os atacadistas distribuidores, pois a maior parte dos clientes do setor concentra-se justamente no varejo independente”, comentou Inácio Miranda. “Se o varejo de vizinhança acabar, a gente acaba junto”, alertou Adilson Nascimento.

A preocupação dos empresários do setor torna-se ainda mais evidente quando se observa a expansão no Nordeste das grandes redes de varejo e a introdução e crescimento de novos formatos, entre eles o chamado atacarejo, com foco voltado para as classes C e D, pequenos comerciantes e transformadores, como hotéis, motéis e hospitais. A denominação atacarejo é a combinação entre os modelos de atacado de autosserviço e vendas no varejo. “Mais do que nunca precisamos ser parceiros dos nossos principais clientes, os pequenos e médios varejistas, atuando fortemente como prestadores de serviços, como consultores de venda, para assim criarmos os meios necessários à fidelização”, comentou José Luís Torres. Lojas de atacarejo são abertas a passos largos e a previsão para 2010 é de o mercado assistir a uma grande abertura de unidades neste formato em várias regiões do País. Alguns exemplos: redes Maxxi, Assai e Atacadão. As companhias que controlam essas bandeiras já anunciaram investimentos altos para o próximo ano, com planos agressivos de expansão.

Para o atacado distribuidor tradicional, modernizar seus procedimentos gerenciais e logísticos e investir na capacitação do pequeno e médio varejo forma um binômio poderoso em busca da prosperidade. O setor, é bem verdade, há anos apresenta um crescimento contínuo, graças justamente à sua capacidade de aglutinar ideias transformadoras e de aplicar em toda a cadeia de abastecimento as melhores práticas de gestão e atendimento. Os avanços são muitos e o programa de capacitação Varejo Competitivo é mais uma ferramenta a ser utilizada pelo segmento para manter este processo evolutivo, beneficiando não apenas o setor, mas toda a cadeia de abastecimento, incluindo o consumidor final.

“Mapearemos o perfil dos varejistas participantes, preferencialmente de 2 a 5 checkouts, para traçar um diagnóstico e identificar problemas e necessidades comuns. A partir daí desenvolveremos as ações, mas certamente focando em temas ligados à gestão de loja, de clientes e produtos, de pessoas e à gestão financeira. Também estão previstas palestras sobre Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, Código de Defesa do Consumidor, Eficiência Energética e Automação Comercial, além de uma palestras especial sobre Nota Fiscal Eletrônica, no dia das assinaturas de adesão ao programa”, adiantou a analista Valdenice Ferreira.

Num segundo encontro com os supervisores de vendas do setor, a consultora do Sebrae-PE, Isnalva Paiva, apresentou números que mostram o crescimento do varejo no Brasil e destacou pontos falhos nas operações dos pequenos e médios comerciantes deste segmento. Produtos perecíveis sem a devida armazenagem, ausência de informatização, compras não sistematizadas e funcionários com pouco ou nenhum preparo técnico foram algumas das deficiências apontadas pela consultora. “O pequeno e médio varejo cresceu muito nos últimos três anos, mas falta capacitação”, disse ela. “A essência do programa é tornar estes comerciantes mais competitivos e resistentes às ameaças das grandes redes”, pontuou.

Este processo de capacitação também vai ao encontro do ciclo de crescimento que o Nordeste vem apresentando nos últimos anos em sua economia. A curva do desenvolvimento econômico e social é ascendente e embalada por políticas sociais de transferência de renda como o Bolsa Família e pelo aumento do salário mínimo, fatores que contribuem para elevar o poder de compra da população de baixa renda. Com o Produto Interno Bruto da região crescendo acima da média nacional e o expressivo aquecimento do mercado de consumo, o Nordeste abre grandes oportunidades para o pequeno e médio varejista e, claro, para os seus principais fornecedores: os atacadistas distribuidores.

Pesquisa – A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), em parceria com a Latin Panel, realizou recentemente mais um levantamento que revela o atual perfil do varejo independente no País. A Pesquisa de Monitoramento do Pequeno Varejo ouviu cerca de mil empresas varejistas e constatou que houve mudanças importantes neste segmento. O foco das lojas, por exemplo, não é mais exclusivamente em preço, como antes ocorria. No cenário de hoje, observa-se um interesse maior no aspecto qualidade: 39% dos entrevistados responderam que o foco do seu negócio é a qualidade (contra 35% que afirmaram ser o preço); 32% disseram que o foco está na oferta de serviços ao cliente; 56% dos varejistas informaram que pretendem investir no negócio e 73% apontaram o atendimento como a melhor forma de fidelizar os consumidores. No quesito fornecimento, o canal atacadista distribuidor mantém-se em alta, como principal meio de abastecimento das lojas do varejo: 54% dos varejistas entrevistados afirmaram que 70% das suas compras são via atacado distribuidor. Portanto, mãos à obra.

Informações: (81) 3465.3400.


Fonte: Carlos Enrique, assessor de imprensa - ASPA

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